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By Luís Carmelo

"Luz da Intensidade" é o primeiro quantity crítico publicado exclusivamente sobre a obra de José Luís Peixoto.

Detendo-se especialmente nos romances "Nenhum Olhar", "Uma Casa na Escuridão" e "Cemitério de Pianos", aborda com profundidade uma grande parte dos temas sugeridos pela obra romanesca de José Luís Peixoto.

Luís Carmelo (Évora, 1954) é autor de uma vasta obra literária e ensaística, de onde se destacam dez romances (com destaque para A Falha, adaptado ao cinema por João Mário Grilo em 2002) e quinze livros de ensaio (incluindo o Prémio A.P.E. de 1988) sobre semiótica, teoria da cultura, literatura e o cruzamento multidisciplinar de expressões contemporâneas. 

Doutorado pela Universidade de Utreque (Holanda), o autor é professor na Escola stronger de layout (IADE), membro da Associação Portuguesa de Escritores (A.P.E.) e da Associação Internacional de Semiótica (I.A.S.S.-A.I.S.).

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Este tipo de reencontros e de afectos coincide com o reaparecer dos espaços domésticos primordiais, como se uma ritualização do fim estivesse agora em causa: «À varanda chegaram as mulheres todas da casa» (CE/191). Logo a seguir, em «O amor é a solidão», a morte da mãe é acompanhada pela descrição em retrospectiva, e já não apenas parcial, das topologias antes inscritas no relato. Um modo de fazer acompanhar os actos ficcionais por uma permanente «predisposição de encaixe» a nível espacial: «No jardim, a olaia e a estátua.

A sua barriga era lisa sob a fazenda do vestido» (CE/222). 71 Em Cemitério de Pianos, por sua vez, é em Simão que recai o protagonismo sacrificial. Faz parte da si- «O Simão, pequeno e homem, a meses de ficar cego, tinha dois olhos vivos e olhava-me pela porta entreaberta do corredor» (CP/162). tuação narrada a relação instável e turbulenta que Simão mantém com o pai: «O nosso pai tirou o cinto e, de encontro à parede suja da capoeira, bateu-lhe por onde o apanhou» (CP/135); e, depois, como que em fuga para a frente: Uma sombra dentro da própria família, a ponto de os papéis se diluírem e quase se interrogarem: «A Marta e a Maria levantaram-se para cumprimentá-lo numa timidez de serem irmãos, irmãos mesmo, e estranhos, quase estranhos» (CP/201).

Ela, por excelência, o local de revelação. Por isso, a questão do pai acaba, também, por ser decisiva no romance: « — O teu pai iria ficar tão feliz se aqui estivesse. Foi nesse momento que tudo encontrou um sentido dentro de mim. O meu pai» (CP/31). O sentido pleno, portanto. Existe uma metáfora fotográfica, em Cemitério de Pianos, que é ao mesmo tempo uma topografia de espanto e de encanto. Pouco antes, a primeira das revelações bate à porta do protagonista: «Foi nessa manhã que soube que o meu pai morreu longe da minha mãe, exausto, no mesmo dia em que eu nasci» (CP/170).

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